A Comtax participou do Sales Kick Off da Sovos, realizado em New Orleans, nos Estados Unidos, em julho de 2026. O encontro anual da multinacional de tecnologia fiscal reuniu lideranças do ecossistema global de tecnologia tributária, e a Comtax esteve no palco do painel “Compliance as a Competitive Advantage”. representada pelo sócio e diretor de operações, Marcelo Simões, e pelo sócio e diretor comercial Renato Carvalho.

No mesmo encontro, a empresa recebeu, pelo segundo ano consecutivo, o prêmio de Sales Partner of the Year da Sovos. Os dois fatos dizem algo sobre o momento do setor: o compliance tributário saiu dos bastidores da operação e passou a ocupar lugar nas discussões sobre competitividade em qualquer mercado.
Neste artigo, você entende o que foi debatido no painel, por que o tema ganhou esse peso e o que a experiência do Brasil e da América Latina acrescenta a uma conversa que hoje é global. Acompanhe!
Comtax participa de painel global sobre compliance tributário
Sales Kick Off da Sovos reuniu lideranças do setor
O Sales Kick Off (SKO) é o encontro que abre o ano fiscal da Sovos e reúne times de todas as regiões em que a empresa atua, além de parceiros estratégicos convidados. A edição de 2026, batizada de FY27 SKO, teve o lema “Unstoppable”.
A Sovos é uma das maiores empresas de tecnologia para conformidade fiscal do mundo e lidera no Brasil o mercado de soluções de determinação de tributos e de gestão de documentos fiscais eletrônicos. Segundo dados divulgados pela própria companhia, sua plataforma processa 16 bilhões de transações por ano, de mais de 100 mil empresas, e acompanha a legislação de mais de 19 mil jurisdições.
Em New Orleans, a programação combinou reuniões estratégicas com executivos da Sovos e de parceiros globais, apresentação de tendências e discussões sobre inovação e sobre os caminhos do setor nos próximos anos.
Para a Comtax, foi a oportunidade de levar ao debate uma perspectiva que raramente aparece nesses fóruns: a de quem opera todos os dias em um dos sistemas tributários mais complexos do planeta.
Marcelo Simões representa a Comtax no debate internacional
Coube ao sócio e diretor de operações da Comtax, Marcelo Simões, representar a empresa no painel. Sua participação teve um papel definido: apresentar a visão do Brasil e da América Latina sobre conformidade fiscal, a partir da experiência de quem implementa motores de cálculo tributário, integra sistemas fiscais a Sistemas de Gestão Empresarial (ERPs) e acompanha a fiscalização digital de grandes contribuintes.

A relação entre as duas empresas não é nova. Comtax e Sovos Brasil já trabalham em conjunto no Taxrules, solução de determinação de tributos que, em 2025, foi reconhecida no Prêmio Confeb na categoria Gestão Fiscal – Serviços & Tecnologia.
Em New Orleans, a parceria ganhou mais um reconhecimento: a Sovos anunciou a Comtax como sua Sales Partner of the Year pelo segundo ano seguido, com destaque para a geração de oportunidades e o volume de negócios fechados em conjunto no Brasil.
O tema “Compliance as a Competitive Advantage”
O painel foi organizado pela Sovos e reuniu, além de Marcelo Simões, executivos da SAP, da KPMG e outras lideranças internacionais. A pergunta que orientou a conversa era direta: em que condições o cumprimento das obrigações fiscais deixa de ser custo e passa a gerar vantagem para a empresa?
As respostas passaram por três eixos que se repetem em qualquer geografia: (1) a digitalização da fiscalização; (2) a integração entre sistemas; e (3) a capacidade de reagir rápido a mudanças regulatórias. Parte dos insights apresentados por Marcelo Simões foi compartilhada em vídeo pela Comtax: clique aqui para assistir.
Por que o compliance se tornou uma vantagem competitiva
O compliance tributário virou tema de competitividade porque o risco de estar irregular cresceu e ficou mais visível. O relatório 2025 State of Tax Compliance, publicado pela Sovos, mostra que 82% das empresas se consideram mais expostas a riscos de conformidade fiscal do que cinco anos antes, e 90% esperam que o custo de manter a conformidade continue subindo.
A explicação está na mudança de modelo: governos abandonam a declaração periódica e passam a coletar dados em tempo real.
Da obrigação fiscal à estratégia empresarial
Enquanto o Fisco recebia informações depois do fato, a área tributária podia funcionar como uma retaguarda que corrigia erros antes da entrega. Com a validação em tempo real, o erro aparece no momento da operação e trava a nota, a entrega ou o crédito. A conformidade, então, entra na cadeia de valor: influencia prazo de faturamento, relação com fornecedores, preço e reputação.

O impacto da transformação digital da fiscalização
A fiscalização digital avança em várias regiões ao mesmo tempo. O mesmo relatório da Sovos estima cerca de 14 mil alterações regulatórias por mês no mundo, entre mudanças de alíquota, leiaute, prazo e obrigação acessória.
Na União Europeia, o pacote VAT in the Digital Age (ViDA), adotado pelo Conselho da União Europeia em 11 de março de 2025, torna obrigatórios a fatura eletrônica e o report quase em tempo real nas operações entre países do bloco a partir de 1º de julho de 2030.
Para quem opera no Brasil, esse cenário é conhecido. O país trabalha com nota fiscal eletrônica validada pelo Fisco há quase 20 anos, e o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) cruza dados de escrituração, folha e documentos fiscais em escala. A diferença é que, agora, o mesmo desenho de fiscalização se espalha por outros mercados.
Empresas mais preparadas respondem com mais agilidade
Quando a regra muda a cada mês, a vantagem está na velocidade de adaptação. Uma empresa com regras tributárias parametrizadas em um motor de cálculo integrado ao ERP atualiza alíquotas e classificações sem reescrever processos.
Já a empresa que depende de ajustes manuais precisa treinar equipes, revisar planilhas e conviver com um período de exposição a cada alteração. No painel, esse foi um dos pontos de convergência entre os participantes: tecnologia e compliance caminham juntos, e a tecnologia tributária define quem consegue acompanhar o ritmo do regulador.
O que o Brasil e a América Latina levam para esse debate
A América Latina é apontada pelo próprio relatório da Sovos como a região mais madura do mundo em faturamento eletrônico, e o Brasil está entre os pioneiros. A fala de Marcelo Simões partiu daí: o Brasil se consolidou como referência mundial em transformação tributária digital, com uma das infraestruturas fiscais mais avançadas do planeta.
As empresas brasileiras já enfrentaram, muitas vezes antes de todo mundo, problemas que hoje aparecem na Europa e nos Estados Unidos: rejeição de documentos fiscais por inconsistência cadastral, integração do ERP aos serviços de autorização do governo e conciliação entre o que foi emitido e o que foi escriturado.
A gestão fiscal na América Latina também lida com uma camada extra de complexidade: tributos de três níveis de governo, regimes especiais por setor e por estado e mudanças frequentes de regra. Uma operação que funciona nesse ambiente costuma ter processos, controles e tecnologia mais resistentes do que a média.
Foi esse repertório que a Comtax levou a New Orleans, com exemplos práticos de como grandes contribuintes brasileiros estruturam a determinação de impostos e o acompanhamento da regularidade fiscal.
Reforma Tributária exige transformação tecnológica
A Reforma Tributária brasileira dá ao debate global um exemplo em andamento. No painel, Marcelo Simões a apresentou como uma mudança que exige transformação tecnológica profunda, com impacto direto em sistemas, processos e gestão tributária.
A Emenda Constitucional 132/2023, regulamentada pela Lei Complementar 214/2025, substitui PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS por um modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, formado pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), além do Imposto Seletivo (IS).
A transição é longa e cada etapa exige uma adaptação tecnológica própria. O ano de 2026 é o de testes, com CBS de 0,9% e IBS de 0,1% destacados nos documentos fiscais; a cobrança efetiva da CBS e do IS começa em 2027; o IBS entra em transição a partir de 2029; e ICMS e ISS são extintos em 2033.

Na prática, isso significa que os novos campos de IBS e CBS já precisam estar corretos no faturamento eletrônico, que o cadastro de produtos e fornecedores precisa estar higienizado e que o ERP precisa calcular dois sistemas ao mesmo tempo durante anos.
Uma visão global para desafios cada vez mais conectados
O que aproxima Brasil, Europa e Estados Unidos é a arquitetura da fiscalização. Em todos esses mercados, a autoridade tributária quer receber o dado na origem, no formato que ela define, e cruzá-lo com outras bases.
Para uma multinacional que opera em vários países, isso cria uma exigência de padronização: o mesmo ERP precisa alimentar obrigações diferentes com dados consistentes, e a integração de sistemas fiscais vira condição para operar.
Foi por isso que o painel reuniu um fabricante de ERP, uma consultoria global e especialistas em conformidade de diferentes regiões, uma vez que cada um enxerga um pedaço do mesmo problema.
A contribuição da Comtax está na ponta em que a regra encontra a operação: como transformar uma alteração de legislação em parâmetro de sistema, sem parar o faturamento e sem perder crédito.
Tecnologia e inteligência tributária como pilares da competitividade
A inteligência tributária é a capacidade de usar os dados fiscais da própria empresa para antecipar risco e tomar decisão, e ela depende de três camadas de tecnologia que funcionam juntas:
- Determinação de tributos: um motor de cálculo que aplica as regras corretas a cada operação, com base em Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), Código Fiscal de Operações e Prestações (CFOP), regime do cliente e do fornecedor e local da operação.
- Integração: conexão entre o motor de cálculo, o ERP e os serviços de autorização de documentos fiscais, para que o dado nasça correto e não precise ser corrigido depois.
- Monitoramento: acompanhamento contínuo da regularidade fiscal da empresa e da cadeia de fornecedores, com alertas antes que uma pendência bloqueie uma operação ou um crédito.
Quando essas camadas estão integradas, a automação tributária sustenta a competitividade, pois a empresa fatura mais rápido, aproveita os créditos a que tem direito e reage a mudanças regulatórias com menos exposição. Essa foi a tese central do painel, e é a base do trabalho da Comtax com grandes contribuintes.
Como a Comtax transforma debates globais em soluções para as empresas
Conhecimento local conectado às tendências globais
A Comtax é uma consultoria tributária boutique com 80 profissionais dedicados a grandes contribuintes, com mais de 120 projetos entregues e 98% de satisfação entre os clientes. A empresa foi reconhecida pelo Prêmio Confeb como melhor consultoria tributária do Brasil em 2019 e, em 2025, na categoria Gestão Fiscal – Serviços e Tecnologia, por um projeto desenvolvido em parceria com a Sovos Brasil.
A presença no Sales Kick Off da Sovos reforça uma característica desse modelo: o conhecimento profundo do sistema tributário brasileiro alimenta, e é alimentado por, o contato direto com o que acontece nos principais mercados. As tendências discutidas em New Orleans chegam aos projetos como critérios de arquitetura, integração e governança de dados fiscais.
Apoio para uma gestão tributária mais integrada
O portfólio da Comtax cobre as três camadas descritas acima.
- O Tax Determination implementa e parametriza regras tributárias nos principais ERPs do mercado.
- A Auditoria Digital cruza dados fiscais para identificar inconsistências antes que virem autuação.
- O DetectaZen acompanha diariamente a regularidade fiscal de empresas e fornecedores em mais de 2 mil órgãos. Um ponto que ganha ainda mais relevância com a Reforma Tributária, já que o aproveitamento de créditos passa a depender da regularidade de quem vende.

Se a sua empresa quer tratar o compliance tributário como vantagem competitiva, a Comtax pode ajudar a estruturar esse caminho: descubra como simplificar a rotina fiscal do seu negócio.
FAQ — Perguntas frequentes sobre compliance tributário
- O que é compliance tributário?
É o conjunto de processos, controles e tecnologias que garantem que uma empresa calcule, recolha e declare seus tributos de acordo com a legislação, no prazo e no formato exigidos. Envolve desde a parametrização correta do ERP até o acompanhamento da regularidade fiscal da própria empresa e de seus fornecedores.
- Por que o compliance tributário se tornou uma vantagem competitiva?
Porque a fiscalização passou a validar dados em tempo real, e o erro fiscal agora trava operações, bloqueia créditos e afeta a relação com clientes e fornecedores. Segundo o relatório 2025 State of Tax Compliance, da Sovos, 82% das empresas se sentem mais expostas a riscos de conformidade do que há cinco anos. Quem tem processos e sistemas preparados reage mais rápido a mudanças e opera com mais previsibilidade.
- O que foi o painel “Compliance as a Competitive Advantage”?
Foi uma discussão organizada pela Sovos durante o Sales Kick Off da empresa, em New Orleans, em julho de 2026, com executivos da SAP, da KPMG e de outras lideranças globais do setor. O painel tratou de como a digitalização da fiscalização, a integração de sistemas e a inteligência tributária transformam o cumprimento de obrigações em diferencial de negócio.
- Qual foi a participação da Comtax no evento?
A Comtax integrou o painel por meio de seu sócio e diretor de operações, Marcelo Simões, responsável por apresentar a perspectiva do Brasil e da América Latina. No mesmo evento, a empresa recebeu pelo segundo ano consecutivo o prêmio de Sales Partner of the Year da Sovos. A contribuição no painel partiu da experiência da empresa com determinação de tributos, integração de sistemas fiscais e monitoramento de regularidade em grandes contribuintes brasileiros.
- Como a Reforma Tributária impacta a tecnologia e os processos das empresas?
A transição para a CBS e o IBS, prevista entre 2026 e 2033, exige que o faturamento eletrônico contemple novos campos, que os cadastros estejam corretos e que o ERP calcule dois sistemas tributários em paralelo durante anos. Empresas que dependem de processos manuais tendem a acumular retrabalho e risco; as que operam com regras parametrizadas e monitoramento contínuo conseguem absorver cada etapa com impacto controlado.